Textos inéditos

Originalmente escritos em polonês e alemão, e inéditos em língua portuguesa, os escritos políticos de Rosa Luxemburgo aqui publicados abrangem um período que vai de 1899 a 1918. Nos textos ela trabalha temas como: acumulação do capital, guerra e imperialismo; organização democrática do partido e liberdade de crítica; condenação do terrorismo e do racismo; defesa da ação autônoma das massas populares; crítica da substituição dos trabalhadores pelo partido; relatos sobre a Revolução Russa de 1905 e de 1917.

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Deslocamentos na política mundial (1899)

Num artigo de espantosa atualidade, Rosa analisa o papel crucial da China para a sobrevivência do capitalismo europeu e norte-americano.  :: Leia “Deslocamentos na política mundial” em PDF  Leipzig, 13 de março, Não importa se a Itália será ou não bem-sucedida em sua tentativa de hastear sua bandeira na China[1]: trata-se de uma evidência interessante…

Martinica (1902)

A explosão de um vulcão na Martinica levando à morte milhares de pessoas, fato que o mundo civilizado hipocritamente lamenta, é o ensejo para Rosa criticar a destruição do imperialismo ao redor do mundo, cujas mortes ninguém chora. Leipzig, 15 de maio Montanhas de escombros fumegantes, pilhas de cadáveres mutilados, um mar de fogo exalando…

Social-democracia e parlamentarismo (1904)

Crítica do parlamentarismo burguês que, para a burguesia, perdeu a razão de existir, mas que deve ser preservado pelos trabalhadores, como arma na luta de classes. O Reichstag se reuniu para mais uma sessão com efeitos colaterais muito significativos. De um lado, novos ataques insolentes da imprensa reacionária do calibre do Post contra o direito…

Na hora revolucionária: o que fazer? (1905)

Este é um dos muitos artigos escritos por Rosa durante a Revolução Russa de 1905-1906, em que, contra a substituição das massas por grupos armados, faz a defesa do esclarecimento, da agitação e organização das massas trabalhadoras. Leia em PDF “Na hora revolucionária: o que fazer?” A atual revolução no império tsarista coloca a social-democracia…

A solução da questão (1905)

De maneira viva e didática, Rosa Luxemburgo pinta um quadro das manifestações na Rússia e de como a revolução, no seu trabalho de educação política, atrai os soldados, filhos do povo, para o seu lado. :: Leia “A solução da questão” em PDF A causa da revolução avança marchando com uma lógica férrea no império…

Revolução armada em Moscou (1906)

 Uma descrição muito viva da insurreição em Moscou no fim de 1905, derrotada por um “exército” de milícias voluntárias, uma vez que os soldados haviam deixado de ser confiáveis para o tsarismo. :: Leia “Revolução armada em Moscou” em PDF Só agora é possível criar uma imagem do decurso da luta em Moscou; não com…

Crítica no movimento operário (1906)

Rosa Luxemburgo defende a liberdade de crítica no movimento operário, sobretudo no interior dos partidos de trabalhadores.  ::Leia “Crítica no movimento operário” em PDF  “As revoluções burguesas, como as do século XVIII, correm mais céleres de um êxito para o próximo, seus efeitos dramáticos se excedem, pessoas e coisas parecem estar envolvidas por gemas faiscantes,…

O ano da revolução (1906)

Em um resumo do primeiro ano da Revolução Russa, Rosa Luxemburgo enfatiza o papel da espontaneidade das massas populares. :: Leia “O ano da revolução” em PDF  O dia 22 de janeiro fecha o primeiro ano da grande revolução no império tsarista, que hoje representa uma ruptura na história da humanidade, assim como foi a…

Blanquismo e social-democracia (1906)

Neste artigo, Rosa Luxemburgo toma posição ao lado dos bolcheviques contra os mencheviques, polemizando com Plekhanov, que chamou os bolcheviques de blanquistas. :: Ler “Blanquismo e socialdemocracia” em PDF O camarada Plekhanov publicou um detalhado relato no Kurjer, intitulado Onde está a direita?, no qual acusa os chamados bolcheviques de “blanquistas”.[1] Nosso objetivo não é…

Organização e desorganização (1906)

 Rosa Luxemburgo critica os partidos revolucionários que, em nome de uma pretensa “confiscação”, roubam bancos e estradas de ferro para supostamente financiarem a revolução. :: Leia “Organização e desorganização” em PDF  No atual e determinante momento em que a revolução se prepara para uma nova fase de confrontos abertos decisivos com o absolutismo, é importante…

Discurso sobre o papel da burguesia na Revolução de 1905/1906 na Rússia (1907)

Discurso proferido no Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo, em Londres (maio-junho de 1907), no qual o partido polonês de Rosa Luxemburgo (SDKPiL) formava uma tendência crítica aos bolcheviques. Ela enfatiza que apesar das discordâncias quanto ao armamento das massas, ambos os grupos estavam situados no mesmo campo revolucionário. Ler em PDF “Discurso sobre o…

O líder da classe operária alemã

Publicado na revista feminista Die Gleichheit (A igualdade), em homenagem à memória de August Bebel, o artigo recupera a história do socialismo na Alemanha, a qual se confunde com a trajetória de Bebel. A ideia central é que na figura de Bebel, a social-democracia alemã uniu reforma e revolução, realpolitik e princípios revolucionários. Leia em PDF “O líder da…

Contribuição à discussão e palavras finais na reunião de protesto de 7 de março de 1914 contra a condenação de Rosa Luxemburgo em Freiburg

Neste discurso,  aproveita sua condenação para fazer agitação junto às massas populares, ataca o promotor que a acusou. Rosa Luxemburgo mostra seu grande talento como oradora. É uma obra-prima do uso da retórica pela revolucionária polonesa. Ler em PDF “Contribuição à discussão e palavras finais na reunião de protestos de 7 de março de 1914…

Vinte e cinco anos da Festa de Maio (1914)

Publicado no boletim Sozialdemokratische Korrespondenz (1913-1915), fundado por Rosa, Mehring e Marchlewski visando a difundir as ideias da oposição de esquerda no SPD. Neste artigo de celebração do dia do trabalhador, Rosa faz um resumo da conjuntura europeia dos últimos 25 anos, chamando a atenção para dois fenômenos novos: o desenvolvimento do progresso técnico que…

Imperialismo (1914)

Discurso proferido em Berlim e publicado no jornal Vorwärts (órgão central do SPD). Rosa critica o reformismo no SPD que, dois anos antes, defendia a Tríplice Aliança para garantir a paz. Alianças diplomáticas, numa época em que o imperialismo se tornou “a religião da sociedade burguesa”, são ilusórias defensoras da paz. Alocução no dia 19…

Primatas (1914)

Rosa Luxemburgo polemiza com o famoso sociólogo Werner Sombart, citando uma passagem chocante de um artigo do ilustre sábio em que ele chama os japoneses de primatas, próximos dos cães. Rosa mostra como a guerra tirou toda aparência de civilidade da sociedade burguesa. Os sábios são de fato bárbaros. :: Ler “Primatas” em PDF “Um…

A reconstrução da Internacional

Publicado em abril de 1915 no primeiro e único número da revista Die Internationale, criada pelo grupo de Rosa Luxemburgo em oposição à guerra. Neste texto clássico, de inegável atualidade, Rosa faz um primeiro ajuste de contas com a Internacional e o SPD, que abandonaram seu programa socialista anterior à guerra, de caráter anti-imperialista. Em…

A “hora fatídica do partido” (1917)

Em janeiro de 1917, toda a oposição foi expulsa em bloco do SPD, o que daria origem, em abril desse ano, à formação do moderado Partido Social-Democrata Independente (USPD). Rosa Luxemburgo, apesar da discordância com o grupo centrista, considera necessário o trabalho conjunto com ele. Mais uma vez fica patente sua ojeriza às pequenas seitas…

Problemas russos (1917)

Em um comentário sobre a revolução de fevereiro na Rússia, Rosa Luxemburgo enfatiza a ideia de que o proletariado russo, apesar de não ter organizações nem sindicatos, tem espírito de luta, e criará as organizações na luta, assim como fez na revolução de 1905; a palavra de ordem do momento é fim à guerra! ::…

A responsabilidade histórica (1918)

O artigo saiu em Spartakus (janeiro de 1918). A publicação, do grupo liderado por Rosa Luxemburgo, fazia oposição à guerra. Luxemburgo analisa a paz de Brest-Litovski e cobra a responsabilidade dos trabalhadores alemães, que não se rebelam contra as classe dominantes na Alemanha, única maneira, para ela, de salvar a Revolução Russa. Depois do armistício,…

Senhoras e mulheres

Senhoras e mulheres, Começou em Berlim o Congresso Internacional da Liga daquelas mulheres que lutam pelos direitos das mulheres. Seria mais conveniente chamar esse Congresso de congresso de senhoras pois predominam claramente as representantes do belo sexo da burguesia, no máximo, da pequena burguesia. Mulheres do povo trabalhador não participam de jeito nenhum. Não porque…

Greve de Ventres

Contribuição para o debate feita em 22 de agosto de 1913 durante reunião social-democrata no espaço de eventos Neue Welt, em Berlim[1] Com base num relato jornalístico Não falo como médica ou pregadora moral, mas simplesmente como social-democrata. O que menos ouvi aqui hoje foram palavras sobre o nosso objetivo final, nossa estrela-guia. A reunião…

Mais socialismo

O socialismo científico ensina a nós, mulheres, que somente poderemos alcançar nossa plena libertação humana com o fim da propriedade privada dos meios de produção e dentro de uma ordem socialista. Sendo assim, torna-se nossa obrigação constante atuar em prol desse ideal, que é o objetivo historicamente dado do movimento operário. Aos proletários, por sua…

Discurso sobre a questão da Escola do partido

Se tomo a palavra não é para protestar contra a crítica feita à Escola do partido mas, ao contrário, para me queixar da falta de uma crítica séria, objetiva. A Escola do partido é uma instituição nova[1] e muito importante que precisa ser apreciada e criticada seriamente de todos os lados. :: Leia “Discurso sobre…

Carta a Wilhelm Dittmann

Friedenau, 23 de maio de 1911] Prezado camarada Dittmann! Desculpe-me por só hoje lhe dar as informações pedidas sobre a escola do partido – eu estava muito ocupada e não encontrava um minuto livre sequer. :: Leia “Carta a W. Dittmann” em PDF  Se o senhor quer saber a minha opinião, eu acredito que a…

Escola sindical e escola do partido

Leipzig, 21 de junho, Nos últimos tempos, repetidamente, levantaram-se vozes, tanto nos círculos partidários quanto nos círculos sindicais, que exigiam uma fusão ou, pelo menos, uma dada combinação de ambos os institutos de formação do movimento operário capaz de oferecer igual aproveitamento tanto aos companheiros ativos no partido quanto àqueles dos sindicatos. :: Leia “Escola…

Resenha

Franz Mehring, Schiller – Retrato de uma vida para trabalhadores alemães, Leipzig, 1905. 119 páginas.             “Retrato de uma vida” foi o título dado por Mehring a sua brochura, e ela o é no verdadeiro sentido da palavra. Não uma biografia, uma coleção cronológica rotineira das datas de uma vida, e sim um verdadeiro retrato, um…

Tolstói como pensador social

Leipzig, 9 de setembro No mais genial romancista da atualidade vivia desde o começo, ao lado do artista infatigável, um pensador social infatigável. As questões fundamentais da vida humana, as relações das pessoas entre si, as condições sociais, ocuparam desde sempre, em profundidade, a essência mais íntima de Tolstói, e toda sua longa vida e…

No albergue

O clima de festa em que se encontrava a capital do Reich foi cruelmente abalado. Mal as almas piedosas acabavam de entoar o velho e belo cântico Oh! Feliz Natal, bem-aventurado e cheio de graça, espalhou-se a notícia de que no albergue dos sem-teto ocorrera uma intoxicação em massa. :: Leia “No albergue” em PDF…

A dança de escravos amarela

O empresariado e a imprensa burguesa se embriagam com os “êxitos exemplares” das organizações amarelas.[1] De fato: que rápida e repentina ascensão nesses últimos tempos! Se as associações amarelas numericamente mal pesam ao lado dos poderosos sindicatos, ninguém poderá negar que, em termos absolutos, cresceram com uma rapidez extrema. :: Leia  “A dança amarela dos…

Uma questão de honra

Não queríamos “anistia” nem perdão para as vítimas políticas do velho poder reacionário. Exigíamos nosso direito à liberdade, à luta e à revolução para aquela centena de militantes corajosos e leais que definhavam nas penitenciárias e nas prisões por terem lutado, sob a ditadura militar do bando criminoso imperialista, pela liberdade do povo, a paz…

História de meu contemporâneo de Vladimir Korolenko

“Minha alma de três nacionalidades encontrou finalmente uma pátria – esta era, sobretudo, a literatura russa”, diz Korolenko em suas memórias. A literatura que se tornou para Korolenko pátria, lar, nacionalidade, e da qual ele próprio se tornou um ornamento, é, pela sua história, um fenômeno único. Durante séculos, atravessando a Idade Média e os…